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O Blogue da Isilda

Surgem-se assim de repente, como quem não quer a coisa. São simples mas vividas. E sentidas… Eis as minhas poesias!


Segunda-feira, 29.09.14

As plantas do meu jardim


As plantas do meu jardim
Olham para mim
E eu falo para elas
Dou-lhes carinho e amor
Elas carregam de flores
Tão perfumadas e belas


Todos os dias ao levantar
Vou-as logo visitar
Para ver como elas estão
São parte da minha vida
E se alguma está partida
Também me parte o coração


Meu quintal está bonito
Com Estrelinhas do Egipto
E Frésias perfumadas
Lindos cravos túnicos
E estes não são os únicos
Tenho Begónias dobradas.


Tenho Hortenses coloridas
Dálias e Margaridas
E tantas outras mais
Tenho malmequeres dobrados
Gladíolos brancos e encarnados
E lindas Coroas Reais


Tenho cravos tenho rosas
Tenho flores tão mimosas
Que me dão tanta alegria
Umas grandes outras pequenas
Tenho jacintos e açucenas
E estrelinhas do meio-dia.


Tenho plantas só de verdura
Que eu trato com ternura
Porque gosto muito delas
Se têm sede dou-lhes de beber
Não as quero ver morrer
Nem fazerem-se amarelas


Que lindas as minhas flores
Tão belas de várias cores
A enfeitarem o meu jardim
Às vezes não sei descrever
E ninguém sabe compreender
O que elas significam para mim.



Covão do Feto, 2011

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por Isilda Lopes Tavares às 13:07

Quarta-feira, 24.09.14

Portugal

Portugal
de céu azul
rasgado
do sol quente,
doirado
do imenso mar
das descobertas,
de portas abertas,
que sabes bem receber
que sofres e lamentas
que tudo aguentas
mas que sabes sofrer.
Portugal
que rasgaste
ventre longínquos,
de ricos abastados
de pobres famintos,
que ergues bandeiras
à espera da mudança,
Continuas atento
cvheio de esperança.
Portugal
tu traçaste
a minha sorte.
És a minha pátria querida
a seiva que me dá vida
e eu hei-de amar-te
até à morte.



Setembro de 2012

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por Isilda Lopes Tavares às 16:51

Terça-feira, 23.09.14

Saudade

 

Quando era jovem na idade

Passou por mim a saudade

Mas eu não gostei dela

Queria comigo ficar

Eu não a deixei entrar

Fechei-lhe a minha janela

 

 

Por causa dela chorei

Ficou zangada eu sei

Por não a deixar entrar

Mas quem chora sabe bem

A dor que a saudade tem

Quanto ela custa a sarar

 

 

Saudade não é só dor

Quando ela fala de amor

Se ela chora também ri

Mas anda por aí à toa

Quantas vezes me magoa

Se me vem flar de ti

 

 

Saudade eu tenho medo

Que tu não guardes segredo

Das coisas que te contei

A vida tem seus reveses

E quantas foram as vezes

Que por causa de ti chorei.

 

 

Saudade vai-te embora

Porque chegou a hora

E já me pesa a idade

Porque eu não quero dar ais

E tu não voltes cá mais

Não te quero ver saudade.

 

 

Covão do Feto, Agosto 2012

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por Isilda Lopes Tavares às 00:12

Segunda-feira, 22.09.14

Obrigado Meu Senhor



Obrigado meu Senhor
Pelas graças que me dais
Por ti é grande o meu amor
Mas eu devia rezar-te mais



Sou crente e tenho fé
Embora possam não acreditar
E a Jesus de Nazaré
Rezo muitas vezes a cantar



Tenho momentos na vida
de tristezas e emoções
E gosto de estar escondida
A fazer as minhas orações



Eu canto tanto a Deus
Os cânticos que sei cantar
Sei que eles chegam aos céus
E Deus gosta de os escutar



Eu rezo à Virgem Mãe
A qualquer hora do dia
E canto-lhe cânticos também
Que me dão tanta alegria



A gente que não acredita
Mas nas suas aflições
è por Deus que logo grita
Sem lhes fazer orações



Deus ama-me tanto
Sabe o que vai no meu coração
É nos cânticos que eu canto
Que lhe expresso a minha gratidão



Gosto de falar com Deus
Mesmo sem o contemplar
Ele desce lá dos céus
Para me vir consolar.


Covão do Feto, 12 de Setembro de 2012

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por Isilda Lopes Tavares às 16:53

Segunda-feira, 18.03.13

Quando fui emigrante

1

Numa manhã cheia de esperança

Lá parti eu para França

Embarquei num avião

Quando is pl'o ar fora

Pensei que será de mim agora

Se me darei bem ou não

 

2

Dos vizinhos lembro a despedida

E no dia da partida

Um turbilhão no pensamento

Levava comigo tanta mágoa

E com os olhos rasos de água

foi doloroso esse momento

 

3

Comecei lá nova vida

Não fui muito bem sucedida

Recomeçou meu sofrimento

Passava os dias a chorar

Ao meu pais queria regressar

Cá estava meu pensamento

 

4

Mas o tempo foi passando

E tudo se foi compondo

Já lá me sentia bem

O que mais me preocupava

É que eu sabia, estava

Cá sozinha a minha mãe

 

5

Numas férias que cá vim

Conheci um rapaz chamado Quim

Simpático mas pouco extrovertido

Regressámos a França os dois

E um ano e meio depois

Já ele era o meu marido

 

6

Em França Namorie

Também foi lá que casei

E tanta coisa aconteceu

E dessa nossa união

Numa manhã de verão

A nossa filha nasceu

 

7

Parti infeliz e amargurada

Pobre sem quase nada

Muitas lágrimas lá chorei

Fui sempre trabalhando

Algum dinheiro fui ganhando

Mas pobre cá voltei

 

8

Nesse tempo de emigrante

Em qu eu sofri bastante

Com saudades do meu país

Regrressei à Patria Natal

E é aqui em Portugal

Que eu me sinto feliz.

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por Isilda Lopes Tavares às 13:45

Segunda-feira, 18.03.13

Os passos da minha vida

1

Os primeiros passos da vida

Não me lembro de os ter dado

Era ainda tão menina

Fazem parte do meu passado

 

2

Foram passos tão seguros

Protegidos pelos meus pais

Tão seguros como esses

Eu não sei de darei mais

 

3

Construí a minha vida

Com os passos que fui dando

Umas vezes ia caindo

Outras me ia levantando

 

4

Dei alguns passos errados

Mas dei muitos mais certinhos

Em tantos passos que dei

Nunca andei por maus caminhos

 

5

Já dei tantos passos na vida

Fopram tantos que nem eu sei

Às vezes até pergunto

Quantos mais ainda darei

 

6

Caminhando pela vida

Já cheguei onde chegeui

E esse caminho percorrido

Na minha história o gravei.

 

 

10 de Setembro de 2012

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por Isilda Lopes Tavares às 12:39

Segunda-feira, 18.03.13

Ó Minha Coimbra

Homenagem à minha filha Carina

 

Cidade tão linda

Onde eu estudei

Foi em ti Coimbra

Que eu me formei

 

2

É para ti cidade

que hoje escrevo

Pois o que sou

A ti eu o devo

 

3

Ó minha Coimbra

Tu és o meu ego

Cidade tão linda

Do rio Mondego

 

4

E lá bem no alto

A tua universidade

Onde eu num salto

Ia para a faculdade

 

5

As tuas serenatas

Que em ti são cantadas

Onde os estudantes de declaram

às suas jovens amadas

 

6

Cidada tão amada

Que vives tantos amores

E que hoje és cantada

Por tantos doutores

 

7

Coimbra com teu encanto

Conservas os teus amantes

Em cada ruela em cada canto

Se encontram estudantes

 

8

Coimbra tu tens história

Monumentos sem igual

Coimbra tu és tão linda

Desde a Lapa ao Choupal

 

9

O frondoso arvoredo

Do Penedo da Saudade

Esconde tanto segredo

Da gente da faculdade

 

10

O Portugal dos Pequeninos

Onde as crianças vão brincar

E o Mosteiro de Santa Clara

Tão belo para visitar

 

11

Igreja de Santa Cruz

Cantada em tantos Fados

Tens em ti tanta nobreza

Com os nossos reis sepultados

 

12

D.Dinis te enalteceu

Fez de ti grande cidade

Pois grande nome te deu

Com a tua Universidade

 

13

Sua esposa a Raínha

Senhora de grande bondade

O teu povo para a homenagear

Faz as festas da Cidade

 

14

Voam os meus pansamentos

Até ti e não fazes ideia

Recordo tão bons momentos

Passados no jardim da Sereia

 

15

Ali junto à Sé Velha

A casa onde eu vivi

Ó minha Coimbra amiga

Tenho saudades de ti

 

16

Coimbra foi a ti

Que seis anos dediquei

E foi na nossa Sé

Que o meu curso abençoei

 

17

Coimbra tu és quimera

Tens tantas coisas bonitas

Tens  na Primavera

A famosa queima das fitas

 

18

Vão felizes os foliões

Descendo a avenida

São belas recorddações

Que ficam para a vida

 

19

Falar de ti é um encanto

E eu sempre te recordarei

Cidade que eu amo tanto

Pois foi lá que eu me formei

 

20

Coimbra onde estudei

Eis a minha razão

Porque sempre te guardarei

Dentro do meu coração

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por Isilda Lopes Tavares às 09:19

Quinta-feira, 17.01.13

As Estações da Vida

 

Nascemos é Primavera

Temos o mundo que nos espera

Somos um jardim a florir

Somos crianças felizes

Para a vida se construir

 

Na vida também há Verão

É quando o nosso coração

Desperta p’rás ilusões

São coisas da mocidade

É próprio nessa idade

Vivermos grandes paixões

 

Já no Outono da vida

A pele tão envelhecida

E tantos cabelos brancos

Já há tantas rugas no rosto

São marcas de algum desgosto

E dos anos que já são tantos

 

Chega o Inverno da Vida

A eterna despedida

Da vida que passamos por cá

Para trás já não voltamos

E a vida por cá deixamos

Tenha sido boa ou má

 

O outono já passou

O triste Inverno já chegou

Vai morrendo o coração

A vida já não é o que era

Já morreu a Primavera

Também já lá vai o verão

 

Duas estações já passei

E de ambas eu gostei

Agora estou perto do termo

Já passei o verão e a primavera

E cá me encontro à espera

Que chegue o meu inverno

 

Covão do Feto, 17 de Outubro de 2011

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por Isilda Lopes Tavares às 21:21

Segunda-feira, 31.12.12

Pensando em Deus

 

Senhor és o meu abraço

E tudo o que faço

Pensando em ti.

Alivias meu sofrimento

E nesses momento

A minha vida sorri.

 

Se rezo ou se canto

Alivias meu pranto

E naquela hora

Tu vens a correr

Para me dizer

Tua alma não chora.

 

Eu olho para os céus

E pensando em Deus

Só posso dizer

Eu sinto Senhor

Que a minha dor

Tem outro sofrer.

 

Meu Deus e Senhor

Este grande amor

Que sinto em mim

És de noite e de dia

A minha alegria

Minha luz sem fim.

 

Este amor profundo

Que existe no mundo

Por algo que não se vê

E quem se exprimir

Só pode sentir

Por Ele grande fé.

 

Covão do Feto, 24 de Janeiro de 2007

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por Isilda Lopes Tavares às 14:47

Quinta-feira, 27.12.12

A Minha Vida

 

Quanto mais eu quero à vida

Mais eu a sinto fugir

Vai numa louca corrida

Quase não se deixa sentir

 

Quando uma vida começa

É sempre tão pequenina

A minha andou tão depressa

Já deixou de ser menina.

 

Às vezes pinto a vida

Nem em quadro nem em tela

Pinto-a de forma sentida

A que eu possa saber dela

 

Esta passagem na vida

Que muitos não sabem viver

Numa ambição desmedida

Passa depressa a correr

 

Há vida na minha vida

Há vida que eu já vivi

Quanto mais te quero ó vida

Mais eu me afasto de ti

 

Não peço nada à vida

Que ela não me possa dar

Mas fico-lhe agradecida

Por em cada dia acordar

 

De talentos e fracassos

Não tenho ambição desmedida

Sigo nela os meus passos

Que me encaminham na vida

 

Falo da vida com vaidade

Nela encontro todo o meu ser

Mas vivo-a com simplicidade

Porque ela me ensina a viver

 

Quando a minha vida terminar

Não terei quem chore por mim

Mas serei quem vai chorar

Porque a minha vida chega ao fim.

 

 

Covão do Feto, Fevereiro de 1996

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por Isilda Lopes Tavares às 21:54


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